sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Exposições...

Para todos os gostos...

A 29ª Bienal de São Paulo pretende ser, assim, simultaneamente, uma celebração do fazer artístico e uma afirmação de sua responsabilidade perante a vida; momento de desconcerto dos sentidos e, ao mesmo tempo, de geração de conhecimento que não se encontra em nenhuma outra parte. Pretende, por tudo isso, envolver o público na experiência sensível que a trama das obras expostas promove, e também na capacidade destas de refletir criticamente o mundo em que estão inscritas. Enfim, oferecer exemplos de como a arte tece, entranhada nela mesma, uma política.


Em sua 5ª edição, a “Paralela 2010 // A Contemplação do Mundo” reunirá nos galpões do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre os dias 22 de setembro a 28 de novembro, 82 artistas sob a curadoria de Paulo Reis.
Com a proposta de ser uma mostra complementar à Bienal de São Paulo (que acontece de 21 de setembro a 12 de dezembro, no Parque Ibirapuera), a Paralela 2010 destaca a participação de jovens artistas ao lado de alguns dos principais nomes dos anos noventa.


MASP
Se Não Neste Tempo – Pintura Alemã Contemporânea: 1989-2010
Integrada por artistas que nasceram, a maioria, após a segunda guerra mundial, e pouco ou nada vistos no Brasil, esta exposição traz o melhor da pintura feita na Alemanha desde a queda do Muro em 1989. Esta é de fato a primeira exposição desse porte a reunir, na América Latina, tamanha variedade de nomes e estilos. Ao lado de artistas consagrados como Gerhard Richter e A.R.Penck, a mostra tem a presença de jovens talentos como Jonathan Meese, Tim Eitel, Albert Oehlen e Katherina Grosse, para citar apenas alguns, e conta ainda com obras daquele que é um dos mais destacados e discutidos hoje, Neo Rauch, que acaba de comemorar seus 50 anos com duas exposiçõies retrospectivas de porte em Leipzig e Munique. E inclui também alguns nomes da pintura da ex-Alemanha Oriental, como W. Mattheuer e W. Tübke, que estão na origem daquilo que hoje é uma peça forte da nova tendência alemã.

                                Daniel Richter, Phienox, 2000

SESC Pompéia
"Joseph Beuys - A Revolução Somos Nós"
Com curadoria de Antonio d'Avossa, a exposição revela a diversidade de estratégias usadas por Joseph Beuys (1921-1986) para difundir suas proposições políticas e filosóficas, em especial a crença na transformação social como obra coletiva e criativa. Parte fundamental de "arsenal de propaganda" que o artista cria para difundir sua obra-pensamento, a coleção de 200 cartazes que integra a exposição anuncia exposições, performances, encontros, debates e ideias, expressas em slogans como A revolução somos nós, Todo Homem é um Artista e Arte=Capital. A exposição reúne 40 múltiplos, que incluem exemplares da revista Der Spiegel com o artista na capa, assinados por ele; objetos, como a Bateria Capri, com uma lâmpada "ligada" a um limão; e vinhos e azeites que carregam a marca da Universidade Livre Internacional, instituição de ensino livre criada por Beuys. Uma seleção de 20 vídeos, datados de 1964 a 1987, fica em exibição no espaço expositivo. Eles registram ações históricas, como I Like America and America Likes Me (1974), em que Beuys divide o espaço de uma galeria nova-iorquina com um coiote; e incluem documentários importantes, como Transformer (1979), sobre retrospectiva de Beuys no Guggenheim de Nova York. A exposição conta com uma equipe de educadores para receber grupos agendados e público em geral. Serão oferecidas visitas mediadas para surdos em Libras (Língua Brasileira de Sinais) nos dias 26 de outubro e 9 e 23 de novembro, às 19h.


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